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Circuito Cultural discute processos criativos durante a pandemia

Circuito Cultural discute processos criativos durante a pandemia

A pandemia de Covid-19, que arrastou para longe o mundo possível, causando perdas de todas as grandezas e restrições de convivência, também impôs desafios aos processos criativos. Para falar sobre suas experiências em tempos de isolamento, o Circuito Cultural Digital de Pernambuco convidou os artistas gráficos Bruna Lubambo e Jarbas Domingos para um bate-papo que acontece nesta sexta-feira (11), às 16h, com transmissão pelo portal circuitoculturalpernambuco.com.br. A mediação será da jornalista, pesquisadora e educadora Gianni Melo.

Cartunista, ilustrador, designer e quadrinista premiado, Jarbas Domingos viu sua rotina de vida e de trabalho mudarem completamente com a pandemia. “Acho que a ansiedade foi o maior desafio. O medo de perder familiares e amigos deixa a gente agoniado. Acabei trabalhando até um pouco mais, muita gente resolveu produzir livros infantis ou dar início a projetos encostados que necessitavam de ilustração e quadrinhos. Inclusive acabei produzindo uma HQ sobre o comportamento das pessoas na pandemia que me ajudou a refletir ainda mais sobre como superar as dificuldades atuais”, assegura.

Inédita, a HQ Noite de Festa  foi publicada e tema da capa da edição de agosto da revista Continente. “O pessoal da Continente me deixou muito confortável para criar. A única exigência era fazer uma história leve e que mostrasse as mudanças de comportamento nessa pandemia. Acho que levei uma semana para chegar a um estilo de desenho que achei ser legal para vestir a narração”, afirma.

A ilustradora e designer Bruna Lubambo, hoje morando em Minas Gerais, estreia como escritora com o livro Dentro de Casa (Editora Aletria), produzido em um final de semana e lançado em junho passado, em plena pandemia. Escrito e ilustrado por ela, com trilha sonora do seu marido, o músico Zé Henrique Soares, para a versão e-pub, Dentro de Casa conta a história de um menino que, de uma hora para outra, vê sua casa crescer e se tornar uma grande aventura onde o banheiro dá lugar a uma lagoa, a cozinha a um lindo pomar, todo espaço povoado por animais e cores.

O livro é fruto de sua vivência (e do pequeno filho) durante o isolamento social, que restringiu a vida ao pequeno apartamento. “Escrevi esse livro porque como mãe me sentia triste por não poder deixar meu menino brincar na rua, na terra, com os coleguinhas por causa da quarentena. Mas descobri que ele via tudo muito diferente e nossa casa acabou virando um mundo”, assegura.

Assessoria de Imprensa da Cepe

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